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9 de nov de 2010

Abandonando o medo

Quem já não quis ter uma nova oportunidade e recomeçar a vida com mais experiência, evitando erros anteriores?
Quem já não olhou para trás, desejando Ter tido diferentes atitudes ou Ter feito outro tipo de escolhas no passado, de modo que as manifestações no presente fossem diferentes?
Não será talvez, este desejo de refazer e fazer melhor, de tomar decisões novas, o mecanismo que mantém a alma no círculo da reencarnação, como uma tentativa de encontrar uma saída para as limitações criadas pelas escolhas inconscientes ou consideradas erradas na vida anterior?
E não estamos todos presos nesta roda gigantesca do Karma em que toda escolha traz consigo uma consequência indesejada – e que se repete idefinidamente durante toda uma vida e ouso crer de vida em vida – num suplício interminável, porque a resposta para tais desejos é sempre a frustração e o sofrimento?!
Sim, mesmo que você não se lembre de vidas anteriores (e nem se faz necessário lembrar-se delas), você com certeza se lembrará de sua vida atual e até onde sua memória alcançar, se você for um examinador atento e consciente; você verá as situações de sua vida repetindo-se em ciclos que começam e terminam de modo idêntico enquanto todos os seus atos constituem uma luta desgastante, no sentido de evitar a repetição das situações passadas, mas enfim sempre tornando à elas; como se fosse vítima de uma condenação eterna , tais como as figuras mitológicas de Tântalo ou Sísifo.
Mas terá você se perguntado o que o leva a fazer tudo igual, de ciclo em ciclo, de tentativa em tentativa?
Será impossível recriar a vida em condições novas, superar erros, viver como uma nova pessoa, circunstâncias totalmente diferentes?
Eu diria que é possível desde que você esteja apto a decidir com consciência; mas isto sim não é tão fácil!
Embora você se julgue consciente, está dormindo, condicionado, repetindo tudo exaustivamente e sempre surpreendo-se ante a conclusão de que nada mudou mas acreditando que da próxima vez tudo será diferente – e lá vai você para uma nova tentativa, sem o saber, condenado à uma nova frustração.
Se você alguma vez percebeu isto já sabe que age sempre motivado por forças obscuras contra as quais não tem nenhum poder de fato. Onde foi parar o seu livre arbítrio? Que livre arbítrio você dipõem se as atitudes são sempre as mesmas e os resultados também?
Diante da inevitabilidade desta conclusão – talvez você queira perguntar o que fazer então? - Neste ponto você estará pronto para tentar o Renascimento, que deverá dar-lhe a tão sonhada Nova Oportunidade –nesta mesma vida, tornando-o imune as forças condicionantes do passado e permitindo um recomeço sem perder a memória das experiências passadas.
Mas há um ponto primordial para ser bem sucedido nesta empreitada que é perceber como você tem vivido na condição de vítima – não do destino nem da intolerância ou maldade de quem quer que seja; mas de si mesmo, pois você é o único artífice da sua sorte!
Tudo que se manifesta na sua vida e que você reconhece como realidade é fruto de suas próprias crenças. Você anima e dá vida àquilo que teme, porque o que você evita é sempre algo que você verdadeiramente crê que possa atingi-lo.
Isto se torna a sua verdade. Esta é a semente que você planta em seu campo de possibilidades e é claro que é esta mesma erva daninha que você acaba colhendo.
O problema é que você desconhece quais são suas verdadeiras crenças, você está dormindo – Lembra-se?
Você pensa que suas crenças são positivas e apoiam a sua vida incondicionalmente, mas no mais íntimo do seu ser, você tem medo, óbviamente isto o faz sentir-se impotente e sem energia, pois lutar contra moinhos de vento, desgasta profundamente.
Há quem diga que o medo é necessário para a preservação da vida mas isto não passa de um equívoco e constitui uma das mais perigosas e nocivas crenças a que fomos submetidos.
O medo é um sentimento e como tal – profundamente poderoso. Ele gera circunstâncias desagradáveis. Enfraquece, depaupera e desvitaliza sua vítima, porém quem o tem, plantou-o em si mesmo.
Eu costumo dizer que tudo o que conhecemos como o mundo em que vivemos é criado por duas únicas correntes de energia e que a multiplicidade da manifestação é fruto de suas infinitas variações.
MEDO E AMOR
A energia criadora de tudo que consideramos Positivo é o Amor e saberemos se algo é gerado por ela porque toda vez que vivemos algo oriundo do Amor sentimos Alegria e a alegria torna-nos mais fortes, revigorados e serenos.
A energia criadora da negatividade é o Medo e o medo nos provoca o sentimento de impotência – a impotência gera raiva. A raiva impotente se chama tristeza e a tristeza nos torna sisudos, cobradores, fracos, desmotivados e infelizes!
No próximo n.o trataremos de métodos para descobrir o medo e de como trabalhar para transformar medo em amor, porque em essência: Eles são Um!


por Nara Janusz (Astróloga e Renascedora)

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